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1“Alimentação errada contribui para o aparecimento do zumbido?”
Os erros de alimentação como jejum prolongado, abusos de café, doces, refrigerantes ou álcool são causas comuns de zumbido e podem ser facilmente resolvidas adotando-se uma dieta adequada.
Uma dieta adequada pode ajudar a reduzir o zumbido. Evite cafeína, refrigerantes, álcool, nicotina, açúcares, gorduras e sal em excesso. Procure se alimentar a cada 3-4 horas. Beba muita água, e prefira alimentos frescos e integrais. Adquira o hábito de parar algumas vezes ao longo do dia e respirar profunda e lentamente; é um relaxante natural.

Respiração superficial e pulso rápido são sinais de ansiedade e estresse, e estes só pioram a percepção do zumbido. Exercício físico, desde que planejado junto ao médico para definir quais atividades físicas são benéficas e seguras em cada caso, é uma maneira excelente de diminuir o nível de estresse, melhorar o humor, e minimizar os sintomas de depressão e ansiedade. Ao se exercitar você aumenta o fluxo sanguíneo contribuindo para balancear o metabolismo cerebral, transpira eliminando toxinas, e libera endorfinas.

As endorfinas são substâncias naturais produzidas pelo cérebro durante e após uma atividade física, que ajudam a regular a emoção e a percepção da dor, reduzem o estresse e a ansiedade, aliviam as tensões, relaxam gerando bem estar e prazer. É sempre importante procurar ajuda médica, o otorrinolaringologista é o especialista mais indicado. É ele que pode ajudar você a descobrir qual a causa do seu zumbido e propor o melhor tratamento baseado nesta investigação.
2"Por que é importante descobrir as causas desses zumbidos o quanto antes?"
Quanto mais crônico o zumbido, maiores são as chances de conexões e reorganizações indesejadas nas redes de neurônios em áreas específicas do cérebro, e o tamanho e a intensidade destas modificações parecem estar diretamente relacionados ao grau de incômodo e ao desconforto referido pelo paciente. Até pouco tempo atrás o zumbido era considerado um problema auditivo, tendo em vista que na maioria dos casos a origem está no próprio ouvido.

Entretanto, este conceito sofreu reviravolta recente quando pesquisas demonstraram que o zumbido crônico persistente decorre de uma disfunção no Sistema Nervoso Central, onde conexões dinâmicas múltiplas, paralelas e sobrepostas entre redes de neurônios são ativadas de maneira paradoxal e aberrante.
Isto determina mudanças reais nos mapas e nas representações tonotópicas no córtex auditivo, intensificando a percepção e o incômodo decorrente do zumbido.

Estes conceitos abriram uma avenida de possibilidades terapêuticas, não só em termos de novas drogas, como também de novas estratégias terapêuticas, incluindo aconselhamento terapêutico, próteses auditivas, gerador de som, TRT (Tinnitus Retraining Therapy ou Terapia de Habituação do Zumbido), terapia cognitiva, estimulação magnética transcraniana. Portanto, ao contrário do que se pensa, existem diversas opções de tratamento para o zumbido, e a escolha deve ser sempre individualizada caso a caso.
3“Quais os tipos de doença que o zumbido pode mascarar?”
O zumbido pode estar associado a doenças do ouvido, labirintites, perdas auditivas, exposição prolongada a ambientes muito ruidosos ou ao uso de medicamentos (anti-inflamatórios, antibióticos, sedativos, antidepressivos).
Às vezes o zumbido pode ocorrer por acúmulo de cera nos ouvidos ou por infecções de ouvido, nestes casos a solução na maioria das vezes é simples, a remoção da cera ou o tratamento da infecção resolvem o problema.

Alterações no metabolismo incluindo os distúrbios de açúcares (hipoglicemia, intolerância à glicose, diabetes), de gorduras (aumento do colesterol ou dos triglicerídeos) ou de hormônios da tireoide no sangue são causas comuns de zumbido e podem ser facilmente resolvidas adotando-se uma dieta adequada ou introduzindo-se o medicamento específico.
O zumbido pode ainda ser provocado por problemas circulatórios, oscilações na pressão arterial, problemas do coração, distúrbios da articulação da mandíbula (travamento da mordida, ranger de dentes), ou contratura dos músculos do pescoço. Estresse, ansiedade, depressão e pânico também são causas importantes de zumbido. É muito raro acontecer, mas o zumbido também pode ser provocado por um tumor benigno que acomete o nervo do ouvido.
4"Quando abuso do café percebi que meu zumbido piora"
O abuso da cafeína é uma das possíveis causas para o surgimento do zumbido. Nestes casos, orienta-se de rotina a restrição da cafeína, incluindo-se tudo aquilo que contém esta substância (café, refrigerantes, alguns tipo de chá como chá preto e matte, chocolate).
Em geral é possível notar uma melhora no zumbido após uma semana de dieta restritiva. O mesmo pode ser observado com os doces e ou com o jejum prolongado. Alguns pacientes referem que o consumo de doces e ou o jejum prolongado intensificam a percepção do zumbido. Nestes casos a correção da dieta por 30 dias deve ser suficiente para notar melhora do zumbido.
5"Ouvi dizer que não tem nada pra melhorar o zumbido"
Não existe um único tratamento que seja eficaz para todos os tipos de zumbido.
Existem muitos tratamentos que diminuem e até eliminam o zumbido, porém a eficácia depende da(s) causa(s) do zumbido, da resposta individual ao tratamento e da aderência ao mesmo. O tratamento terá maior chance de sucesso se for direcionado para todas as causas de zumbido identificadas num mesmo indivíduo.
6"Não estou conseguindo dormir por causa do zumbido, ele piora no silêncio, o que devo fazer?"
No silêncio não existe nada para contrastar com o zumbido, por isso ele se destaca e sua percepção aumenta. Temos como exemplo, a vela acesa em um quarto escuro, quando a luz do quarto está acesa a vela não é nem percebida.
Por isso, para os pacientes com zumbido cujo incômodo piora no silêncio, orienta-se evitar ambientes silenciosos. Se por causa do zumbido dormir for um problema, procure descansar e relaxar antes de ir para a cama. O lugar e suas roupas de dormir devem ser confortáveis. Procure enriquecer o ambiente de sono com alguma música, o ideal é que seja suave, neutra e baixa, e que fique ligada por algum tempo. Ler ou fazer um lanche leve antes de dormir pode ajudar a adormecer. Adote uma atitude positiva, concentre-se em pensamentos positivos ao deitar. Evite assistir programas desagradáveis e com conteúdo violento antes de adormecer. Ir para a cama em horários variados também pode fazer diferença.
7“Quando fico nervoso o meu zumbido aumenta”
As alterações emocionais como estresse, irritabilidade, ansiedade ou nervosismo podem aumentar a percepção do zumbido; entretanto, habitualmente, cessado este período ele volta ao que era antes.

Além disto, o zumbido pode estar relacionado a problemas psicológicos ou psicossomáticos. Estudos mostram que a depressão ocorre em até 60% dos pacientes com zumbido crônico, e a ansiedade em até 45%.

Por isto, uma abordagem psicológica e psiquiátrica muitas vezes é fundamental no tratamento do zumbido; e medicamentos que atuam nestes transtornos podem ser efetivos no tratamento do zumbido.
8"Tenho medo que este meu zumbido seja uma doença grave"
Apesar de o zumbido ser bem incômodo para algumas pessoas, na maioria dos casos não costuma haver doença grave ou fatal.
São necessários alguns exames para ser investigar as possíveis causas do zumbido, mas na maioria das vezes não existe nenhum problema sério de saúde. Esta aversão ao sintoma em geral decorre de reações negativas a ele associadas.
9"Por causa do meu zumbido eu não estou ouvindo muito bem, meu medo é que ele me faça perder a audição"
A maioria dos casos de zumbido decorre de um problema do próprio ouvido, e a perda da audição pode está associada em aproximadamente 90% dos casos.
O zumbido em geral vem como consequência da perda de audição, ou seja, é uma tentativa do sistema responsável pela audição em compensar a falta de estímulo que deveria estar presente.

Paradoxalmente, a perda de audição é capaz de gerar uma ativação exacerbada e conexões aberrantes na via da audição. Portanto, o zumbido não faz ninguém perder a audição e costuma ser consequência desta. Muitas vezes o que ocorre é que a depender do tipo, da forma e do tempo de instalação, a perda da audição pode se instalar insidiosamente e passar despercebida, sendo o zumbido o sintoma em destaque.
10"Quais são os tipos de zumbido"
Existem vários tipos de zumbido, alguns são agudos e outros graves, podendo ser comparados a qualquer tipo de som, os mais comuns são: apito, chiado, cigarra, grilo, cachoeira, panela de pressão, motor, escape de ar.

Entretanto, algumas vezes o zumbido pode lembrar a batida do coração; ou ser um pouco mais rápido como a batida de asa de um inseto. Nestes casos, a origem do zumbido ocorre fora da orelha, em vasos sanguíneos ou músculos próximos aos ouvidos.
11“Há Cura para o Zumbido?”
Algumas causas de zumbido são curáveis, outras são controláveis, outras são irreversíveis, e às vezes não encontramos a causa. Entretanto, mesmo nestes casos o zumbido pode ser amenizado.
Hoje sabemos que quanto mais crônico o zumbido maiores são as chances de conexões e reorganizações indesejadas nas redes de neurônios em áreas específicas do cérebro, e o tamanho e a intensidade destas modificações parecem estar diretamente relacionados ao grau de incômodo e ao desconforto referido pelo paciente.

Portanto, quanto mais cedo se procura ajuda, menores são as chances de repercussões indesejadas ao sistema auditivo e sobre o organismo. A boa notícia é que hoje em dia, pelo crescente interesse no assunto e pelo aumento substancial de estudos, conhecimentos e publicações sobre o tema, pode se obter melhores resultados terapêuticos do que antigamente. São várias as opções de tratamento, e estas devem ser personalizadas caso a caso. Para alguns pacientes uma abordagem multiprofissional e mais abrangente é indispensável.
12“Em que Faixa Etária é mais Frequente?”
Cerca de 1/3 dos adultos podem apresentar zumbido em algum momento de suas vidas. Sua incidência aumenta com a idade, em especial a partir da sexta década de vida; e aos 70 anos aproximadamente 25% dos pacientes apresentam zumbido constante.
Apesar da elevada prevalência, sabe-se que apenas uma pequena parte dos indivíduos acometidos, cerca de 20%, se incomoda com o zumbido, pois este se torna crônico. Para estes casos há prejuízos diretos na qualidade de vida (sono, concentração, humor, emoções, audição).
13“Zumbido é uma Doença?”
Trata-se de um sintoma, e não de uma doença, e numa mesma pessoa pode ter várias causas ou etiologias. Muitas doenças podem causar o zumbido e mais de uma causa pode estar presente no mesmo indivíduo.